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Tentei uma, duas, três… perdi a conta. Tinha um plano A, um B, um C, e você sabe como o alfabeto termina. Você me deu milhares de razões pra ir embora, isso tudo em ordem cronológica. Nunca consegui desisti, nunca consegui ir embora, e isso é horrível, porquê eu sei que mesmo que acabassem todas as alternativas, eu ainda ia acreditar na gente, esse negócio todo de esperança é foda.
Sorry, I’m not Chuck Bass. (via inverbos)
Eu quero roubar um sorriso teu, e falar para todos que é todinho meu.
Canário. (via romanteios)
O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença. É essa detestável palavra que assola e abate os corações desenfreados, que atormenta durante as noites agitadas de inverno, que refaz copiosamente todos os passos e trejeitos daquela pessoa. O contrário do amor não é ódio, é o desprezo. Esse enorme sentimento que instala os olhos úmidos e ungidos no vazio e na descrença em si mesmo. Um ultraje de maior espécie, de carga saliente e de um pavor horrendo. O contrário do amor não é ódio, é tristeza. Passar horas e horas remoendo cada palavra proferida, cada gesto cometido, cada beijo selado e cada carinho preso entre os dedos longos e hábeis. Uma tristura que acorrenta os olhos e que desfaz em pedaços o resquício de felicidade ainda existente. Uma consternação amolada que cinge com os dez dedos, nosso corpo ocioso já calejado por esses episódios. O contrário do amor não é ódio, é saudade. Uma imensa melancolia do que era pra ser e não foi, do que era e já não é, do que é vago, frio e inexistente. Um sentimento amplo, de poucas palavras, mas de um estrago abissal. Saudade é morrer no futuro e viver de passado, repassando as cenas vivas e marcantes de um momento único e arrebatador. Todos nós sentimos saudade, não importa do quê, mas sentimos. Dói como um corte feito pelo o arame do quintal, como uma pedrada na cabeça, como um tropeção em uma pedra. Dói e não é pouco, a saudade gosta de mexer e remexer com nossa memória. O contrário do amor não é o ódio, é não sentir. Sinta-se em casa com o amor, aquiete-se nos alpendres desta formosa casa, durma agarrado à ternura, carinho, desejo, prazer e felicidade. Quando existe amor de verdade, o contrário não passa de uma barreira para estragar tudo o que foi construído entre os seres, de um tremendo erro conquistado por falta de esperança, de um magnetismo bobo, atraído pela raiva e maus sentimentos. O contrário do amor não é o ódio, é o descaso das pessoas em relação a ele. Culpa-se o ódio que é essencial em uma relação e se esquecem que o contrário do amor é o avesso do nosso lado de dentro.
Túlio Santos | O contrário do amor não é o ódio. (via expurgar)

